sexta-feira, 30 de maio de 2008

DESABAFO

Eu sou um ser movido por amor, amor pela música, amor pela vida, amor pelos amigos, amor pelos momentos, mas há um amor maior que eu, um amor que ultrapassa todas as minhas vontades, que derruba minhas preferências, que me enche de alegrias, que me enche de ilusão e que escraviza sem dó também. E esse amor é um amor em que todos gostaríamos de acreditar, é um amor por outro ser humano, é um amor de homem para uma mulher, é este amor que já esta cravejado em meu ser e que não consigo de mim tirar.

Meu humor esta ligado a palavras e à escritas desta pessoa, esta ligado à vontades desta pessoa, como dita um filosofo do qual não me recordo o nome, que em seu texto trata de que se o amante não é amado ele não vive, ele vive somente pela metade, não esta completo, não se da o valor de uma vida completa.

E quando me sinto só, não correspondido por este amor, acabo me sentindo meio morto, meio vivo, com vontade de correr atrás, mas com vontade de largar tudo, pois não depende só de mim, e o pior é que, este amor não segue os mesmos passos que eu e assim reciprocamente, somente por erros meus, infantis e imaturos, e que me remetem a pensar, até quando vou penar pelos erros por mim cometidos quando ainda era uma besta inconseqüente?

domingo, 18 de maio de 2008

Auto Retrato

Esbanjo-me de sorriso porque é preciso
Erro porque sou mortal e humano
Caio porque somente assim posso levantar
Subo, pois prefiro não descer
Choro sempre que preciso, vergonha disto?
Não tenho

Desejo porque sou homem
Grito porque sou menino
Canto simplesmente pelo fato de amar muito
Fico feliz, e é assim que quero ser
Saudade demais, afinal foi mágico

Surpreendo, pois diferencio-me
Corpo jovem, mente adulta
Voz de menino, ética de ancião
Coração de pai, sentimento de mãe
Mas não se enganem, estou longe da perfeição

Aprendo de tudo pois é da vida
E assim sigo, a chute, a pulo, a força
Mas vivo, e não porque é preciso
Mas porque AMO!

Gabriel Alves da Rosa

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Como as coisas mudam


Em uma viagem para a “querência” a nostalgia me bateu forte! Vi minha antiga casa de quando criança ainda era, vi a estância que me da ótimas recordações, tive lembranças de aniversários, festas de irmãos, caminhões de soja na garagem, futebol no campinho atrás de casa e amigos de tanto tempo mudados em todos sentidos.

Mas o que mais me chamou a atenção foi o fato das coisas estarem mudadas, eu digo coisas no sentido material mesmo, notei o quanto as coisas necessitam adaptar-se à nova era, a pequena papelaria em frente ao meu antigo colégio de primeira série agora se tornou uma loja de material para escritório, pensei: “meu deus, eu entrava aqui pra comprar figurinhas, chicletes e coisinhas divertidas para dar susto nos coleguinhas, e agora só falta entrar ali para comprar coisas para meu escritório em que tenho que ir de terno e gravata todo santo dia”. Mas sabe que o que mais me impressionou foi o fato de o “tiozinho” que me vendia guloseimas e afins é o mesmo ainda atrás do balcão.

Continuando na percepção de mudança vamos atravessar a rua novamente e ver o colégio, minha nossa senhora, esse sim mudou, tinha uma quadrinha poliesportiva e um projeto de ginásio, e algumas freiras perambulando por aqueles corredores assustadores, sem falar do horrendo terceiro andar pelo qual se ouvia pianos sendo acariciados por mãos virgens de alguma freira. Freira esta que tocava musica clássica, e que pelo pouco, ou nenhum conhecimento musical que obtínhamos (pelo fato de criarem-nos ouvindo Xuxa e essas coisas sem noção). achavamos aqueles acordes que é preciso oito dedos em cada mão mais a ajuda da língua e do pé para serem feitos, monstruoso e pesados. Sem falar da corrida lenda dos espíritos do terceiro andar, e aquele medo infantil. Enfim, tudo isso citado acima agora é uma mega empresa, mantenedora de um quarteirão inteira de colégio, com algumas quadras, uns dois ou três ginásios, centenas de salas, milhares de freiras e não penso nem em imaginar quantos crucifixos há dentro daquela instituição. E as crianças que agora se tiverem medo de alguma coisa pegam seu celular(os mais afortunados materialmente puxariam seu I-phone) discam o famoso 190 ou o telefone da baba, ou dos pais, e pedem ajuda. Ou melhor vão até seu computador e digitam www.google.com.br e suas duvidas de como lidar com o problemas, estarão sanadas. Meu deus os tempos mudaram.

Minha casa, ai minha antiga casa, vocês não fazem idéia no que ela se tornou. Uma pizzaria, isso mesmo uma pizzaria que pela falta de imaginação do proprietário se chama Cia das pizzas, e o pior é que meu pai que continua nesta cidade é que aluga para o infeliz, e alem de tudo mora atrás da bendita pizzaria, se fosse eu mandava prende-lo, tinha que ser contra a lei não ter imaginação, ou usar de clichês tão tolos. Voltemos a casa, meu pátio, tão amado, o campinho que eu jogava minhas peladinhas e que me parecia tão grande agora não passa de uma graminha pela qual dou cinco passos e atravesso a mesma. Uma antiga arvorezinha que tinha o meu tamanho agora é umas quatro vezes maior que eu, o canil que abrigava meu cachorro somente nos momentos nescessarios agora prende um cachorro 24 horas por dia, 365 dias para cada infeliz ano daquele coitado. A garagem com o caminhão de soja, meu deus aquela garagem era enorme, afinal cabia um caminhão, imaginem o tamanho de um caminhão para uma criança, agora é a sala de estar de meu pai, juntamente com o antigo salão de festas, que é o seu quarto, escritório e banheiro. Portanto conseguem ver que ele “reformou”(isto não é sinônimo de que esta bom) e fez daquele pedaço de lazer da casa, sua residência? E as casas que se encontram envoltas à minha, nas quais havia sacadas abertas agora são fechadas, e as grades parecem dentes prontos pra estraçalharem qualqer um que resolver desafia-las, de um lado um escritório de advocacia chiquérrimo, (afinal quem não precisa de um advogado?) e a minha própria casa com as sacadas que tinha de vista para dentro do pátio se tornaram salas e algo mais na qual o inquilino resolveu transformar, mas o melhor de tudo que há nesta minha “nova” casa é a cozinha nova, sim eles construíram uma cozinha para trás, ou seja, dentro do meu amado pátio, e nesta há fornos de adivinhem o q? PIZZA, e se conseguissem ver a sujeira la pra trás não iriam querer experimentar nem um pedacinho, “ãi”, sem fala da cena horrenda que presenciei, duas mulheres sentadas, uma descascava batata e a outra cebola, a da cebola coitada, chorava, espirrava e com o famoso cofrinho de fora junto as cebolas, ahhh, mas elas estavam de toca higiênicas, abri um sorriso, mas neste momento o bolinha achegou-se na bacia de horti-fruti granjeiros descascados, e ouviu-se um “chôôôôô!”, o bolinha é o cachorro que vive dentro do pátio. O pior de tudo, não posso me deliciar com alguma destas pizzas, afinal, meu pai não pode comer pois nas suas palavras “da um nó nas tripa”.

Como as coisas mudam...